
Apresentação
A garantia ao acesso à educação a todos os cidadãos brasileiros necessita ser realizada em sua plenitude. Neste aspecto é necessário não só garantir a matrícula dos indivíduos como também todo o respaldo para que sua formação acadêmica seja efetiva. A LDB propõe, em um dos seus artigos, o atendimento a alunos da educação especial.
Entende-se como público-alvo da educação especial alunos com deficiência, transtornos e altas habilidades ou superdotação.
No entanto, a inclusão, com equidade, de tais alunos nos diversos ambientes escolares tem sido prejudicada pela falta de conhecimento de suas demandas e mais ainda, pela falta de desenvolvimento de metodologias educacionais adequadas. Com o objetivo de auxiliar no cumprimento da lei e atendimento aos alunos público-alvo da educação inclusiva, em 2009 foi criada pelas professoras Cristina Delou e Helena Carla a Escola de Inclusão, um projeto de extensão do Departamento de Biologia Celular e Molecular do Instituto de Biologia, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da UFF (PROEX UFF). Teve até 2019 como foco principal ser um espaço de Educação 4.0, voltado à formação, criação e aplicação de materiais relacionados às áreas de Ciências, Tecnologias e Inclusão.

Prof. Dra Cristina Delou
Prof. Dra Helena Castro
Desde 2020, a Escola de Inclusão passou a ser coordenada pelas professoras Fernanda Serpa, do Departamento de Biologia Celular e Molecular (GCM), e Tathianna Dawes, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas (GLC).
A professora Fernanda dedica-se à identificação e ao atendimento de alunos com comportamento superdotado, atuando junto ao grupo Desenvolvimento e Inovação em Ensino de Ciências (DIECI UFF) do qual é vice coordenadora. Além disso, promove formações para professores no tema em questão. Nesse mesmo campo de pesquisa, o grupo NEPDex (Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Dupla Excepcionalidade), parceiro da Escola de Inclusão e do qual a professora Fernanda é líder, desenvolve estudos e atividades voltados ao reconhecimento e ao suporte de famílias e indivíduos com dupla excepcionalidade, ou seja, superdotados que também encontram-se no Espectro Autista.
A professora Tathianna Dawes lidera o Laboratório de Libras, Linguística e Divulgação (LiLinDiv UFF), que tem fomentado parcerias com espaços não formais de divulgação científica, como os Projetos Aruanã e Uçá. Nesse contexto, vêm sendo desenvolvidos materiais acessíveis para pessoas surdas. Além disso, a Escola de Inclusão possui maquinários especializados para criar materiais em Braille e imagens em relevo, facilitando o acesso de pessoas cegas.
A educação inclusiva ou inclusão é uma ação educacional humanista e democrática que tem como objetivo incluir todas as pessoas com ou sem necessidades educacionais especiais nas escolas regulares garantindo os direitos de educação para todos. A inclusão busca novos valores e a normalização dos menos favorecidos, para que se sintam realmente no meio da sociedade em que vivem, sem sofrer discriminação, tendo legislação para cumprir e assegurar seus deveres e direitos. Ao atender indivíduos público-alvo da educação inclusiva, seus responsáveis, formar professores e ao produzir materiais acessíveis, a Escola de Inclusão reafirma seu compromisso de promover o diálogo entre a Universidade e a população, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e consciente das diferenças.